Ano novo: sobre reaprender sempre, viver novos ciclos, escrever novos parágrafos da sua vida

De comunicação e planejamento à 'subjetividades mensuráveis' dos escopos abertos com regras de negócios se transformando em produtos digitais, como a trajetória deste que vos escreve explica um pouco sobre criatividade e reinvenção como introdução ao novo (que sempre chega).

Pedrão Oliveira

Pedrão Oliveira

December 23, 2020 | leitura de 15 minutos

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Eu, metamórfico no réveillon e em todas as outras datas

De que maneira habilidades tipo inovação, capacidade de adaptação e reaprendizagem são boas disciplinas para o "mundo novo" do ''pós-pandemia'', que o famigerado réveillon carrega em seu sentido figurado do rito de passagem?

Impossível não abordar algumas questões pessoais neste veículo que representa uma organização, mesmo porque a composição desse 'organismo jurídico' é feita pela junção de pessoas.

Aprender, desaprender e reaprender passa pelos meandros das chamadas 'habilidades leves' que, na minha singela opinião, muitas vezes estão - na prática - muito longe de ser "soft skills" e são, na verdade, "hardcore abilities" que fogem um pouco ao seu 'centro de formação'.

Sempre me coloco à disposição para contribuir, trazer um olhar 'externo' para avaliar e sugerir possíveis novos caminhos. Um pitaco bem dado tem poder transformador.

Afinal, uma analogia tem muito mais capacidade disruptiva (a irmã feliz da distopia) do que um benchmarking. Não acha?

Como assim?

Se você está fazendo um trabalho voltado para recursos humanos, por exemplo, busque traçar paralelos nas instituições de ensino e como elas se relacionam com seus alunos, por que há ali um vínculo 'profundo' semelhante entre organização e ser humano igual ao caso de um funcionário ou colaborador, bem diferente do que a posição de um consumidor perante qualquer empresa.

Dispa-se do que lhe foi vendido como única alternativa

Não caia na armadilha de achar que para toda pergunta do "livro" há uma única resposta certa e ela está escrita no final do exemplar impresso que você tem em mãos. Para todas as dúvidas existem 'n' possibilidades e caminhos novos a se descobrir.

No "modelinho" da família vivendo em busca do 'american dream' se constituiu a certeza de que para prosperar era necessário concluir uma faculdade e se especializar sempre no mesmo tema para garantir emprego e fonte renda ao longo da vida.

Pois bem, depois de 3/4 de século seguindo este padrão estabelecido, desde 1945 e a reestruturação do mundo pós guerra até hoje, começamos a reconhecer que a pluralidade talvez tenha maior valor estratégico para o ser humano do que a especialização.

Afinal de contas, mesmo que muita gente acredite que o novo milênio começou com o ataque às torres gêmeas em Nova Iorque no de 2001; na verdade, foi com a pandemia neste ano de 2020 que realmente mudamos a nossa mentalidade em relação a muita coisa, inclusive como vivemos e nos relacionamos nas esferas pessoal e profissional.

Se 85% das profissões que existirão em 2030 não foram criadas ainda¹, faz algum sentido você 'apostar todas as fichas' em uma faculdade, especialização, mestrado ou doutorado? Eu acho que não. Nutra essa pulga atrás da orelha, vá por mim.

Ao mesmo tempo, entenda que isso também não quer dizer que os sistemas de ensino irão se tornar completamente obsoletos, com a reinvenção deles você poderá compreender o que faz mais sentido para a sua realidade.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, que se reúne todo ano em Davos na Suíça para debater 'os rumos' do mundo e da sociedade (inclusive estão prometendo para 2021 o 'Great Reset' como o novo Plano Marshall neste mundo pós-pandemia), essas serão - em ordem - as habilidades mais necessárias no futuro próximo:

  1. resolução de problemas complexos; 

  2. inteligência emocional;

  3. gerenciamento de pessoas;

  4. pensamento crítico;

  5. criatividade;

  6. tomada de decisão;

  7. negociação;

  8. colaboração e coordenação com outros; 

  9. flexibilidade cognitiva.

Tenha olhar de criança, seja curioso, aprenda sempre e busque novas verdades (consequentemente deixe umas pelo caminho). São as perguntas que movem o mundo!

Não é por que sua profissão ainda não existe que você deve abandonar as carteiras das escolas e/ou instituições de ensino. Muito pelo contrário, os rituais e dinâmicas de aprendizagem que conseguiram se atualizar são capazes de trazer aquele mesmo frescor e vivacidade que eu sentia sentado nas cadeiras da escola na década de 90 ou, em uma das melhores experiências da minha vida, dentro da faculdade nos anos 2000.

Foi ao sentir saudade das salas de aula que eu acabei cursando uma pós-graduação no começo da década de 10 do século XXI. Foi interessado por formas experimentais de viver a transmissão de conhecimento que fiz 4 cursos na 'escola livre' Perestroika no final dessa mesma década.

Seja um generalista com bom nível de conhecimento em múltiplas teorias e habilidades práticas.

Seja como o 'Chandler do Friends', faça todos terem dúvida sobre "o que você 'faz' da vida".

Algumas pessoas próximas já me fizeram essa comparação, mesmo eu não gostando do sitcom mais aclamado de todos os tempos. Também não gosto de café (de nenhum tipo, coado, expresso, pingado, média, capuccino, frappuccino, macchiato, tiramisú, sorvete de café... nada) ou tampouco sendo vegano me apetece abobrinha ou berinjela. 🤷🏻‍♂️

Mas a principal questão aqui é que eu tentei e me dispus a testar e degustar muitas vezes, diferentes receitas, acompanhamentos e maneiras de cocção até me convencer que isso ou aquilo "não era pra mim". Sigo sempre explorando novos sabores, o gosto do inédito é sempre bom demais com aquela pitada de surpresa.

Ser humano é um bichinho complexo.

Todos temos nossas particularidades.

Quanto mais descobertas, mais características importantes vão sendo acumuladas (lembrando sempre que o espaço é limitado e talvez seja preciso se livrar de velhos conhecimentos).

Até por isso as fases de descoberta e mapeamento de produto gerida pelo time do design em parceria com a equipe da engenharia de software são tão importantes para montar os fluxos e tentar conhecer mais profundamente diferentes pontos de vista dos possíveis usuários / clientes / parceiros.

Essa é uma das partes que eu procuro participar mais ativamente em minha atual rotina de trabalho, para além das atribuições como relatório de métricas dos produtos construídos na ateliware e as pesquisas de satisfação dos clientes que desenvolvem conosco que são atribuições básicas do setor de experiência do cliente. Vou chegar nesse ponto já já... Antes...

Tenha em mente: nós não sabemos ~ quase ~ nada.\ Vamos aprender, aprender e morrer burros.

"Todo mundo que você ainda virá a conhecer sabe de algo que você não conhece". 

Bill Nye, engenheiro mecânico e cientista educacional.

Transeunte de experiências ímpares

Eu sou exemplo vivo da metamorfose possível na atuação profissional, mas não necessariamente imperativa - até o presente momento, pois é provável que isso mude em breve.

Minha formação é em relações públicas, a prima do jornalismo dentro de comunicação social, que é mais voltada para o mundo corporativo. Depois de um TCC focado em criatividade acabei me lançando ao mundo da publicidade e, ao longo de 8 anos, passei por diferentes agências acumulando habilidades distintas e complementares.

Até que, por um dos encontros anteriores que tive no mundo profissional, acabei sendo convidado para fazer parte de uma consultoria de inovação. Quando aceitei o convite e comecei a trabalhar passei um tempo pensando... "o que eu estou fazendo aqui?"

No entanto, esse sentimento de 'impostor' é natural toda vez que estamos fora da nossa zona conforto e o melhor a se fazer é "fake until you make it²", ou seja finja que você sabe o que está fazendo até que você realmente saiba. Em outras palavras: não assuma a posição de fragilidade (muito embora vulnerabilidade seja potência e isso por si só daria um texto inteiro para o blog) vá desbravando o novo território com confiança até reunir as habilidades para entregar o que seus pares, clientes e parceiros estão esperando.

Foi por meio de uma aliança entre esta consultoria e uma empresa de desenvolvimento de softwares sob demanda que eu acabei 'trabalhando com tecnologia'.

Minha função hoje é muito diferente daquela rotina vivida com publicidade, mas na essência o trabalho é muito parecido. Eu sou a pessoa responsável por facilitar a comunicação entre partes distintas de um mesmo projeto ("ligando os pontos"), sempre monitorando a saúde da convivência dos diferente especialistas e consequentemente ajudando a vender/defender a ideia daquele trabalho ou entrega específica em diferentes esferas institucionais.

Prepare-se para o que você ainda não foi desafiado a fazer.

Como? Reúna uma profusão de conhecimentos transversais e busque conexões.

Nasci no norte do Mato Grosso, dentro da bacia amazônica, cresci no Mato Grosso do Sul, terminei a educação básica no Paraná, fiz de tudo um pouco nos Estados Unidos, trabalhei bastante no Ceará e estou em São Paulo há quase uma década. Acabo de me mudar da capital e estou vivendo em um sítio no interior, distante 70 km da segunda maior megalópole da América Latina.

Cronologicamente falando eu já trabalhei como atendente de call center, estagiário de relações públicas, vendedor, guia turístico e assistente de pesquisa de mercado; mas foi fazendo planejamento estratégico-criativo em agências de publicidade e sendo 'hacker de negócios' que me tornei apto a exercer a posição de líder em "experiência do consumidor" sem nunca ter trabalho com isso antes.

Planejamento é uma disciplina recente em agências de comunicação, trata-se do 'chapéu' responsável por montar e delimitar os objetivos junto com o cliente e depois avaliar como foi a execução daquele projeto. É também essa pessoa que organiza o raciocínio de maneira fluída e 'vende' o conceito criado com uma narrativa poderosa, sempre apoiando e sendo apoiado por redatores, diretores de arte, produtores, atendimentos (a versão do comercial para o mundo da publicidade), entre outras disciplinas.

Hackear negócios, sob a perspectiva positiva, carrega certa verossimilhança com ser "planner", pois é preciso ser a ponte entre diferentes áreas do conhecimento para equalizar o discurso de maneira que todas as muitas 'frentes' envolvidas na realização do projeto falem a mesma língua.

Como minha atual gestão busca compreender a satisfação de clientes em relação B2B (business-to-business), ou seja, entre a ateliware e outras empresas, continuo sendo o responsável por auxiliar a "vender a ideia" e mostrá-la "funcionando na prática" (assim como foi nas minhas experiências anteriores). Agora, ao invés de criar planos de comunicação ou projetos de transformação empresarial, suporto a criação de produtos e serviços digitais (as célebres plataformas on-line, sites, apps, SaaS, etc.) também garantindo fluidez de informação e organizando análises a partir de métricas cíclicas de produtividade.

Por isso, temos sucesso no trabalho hipercolaborativo ao usar análise de dados e parâmetros para gestão da equipe (ou time, ou grupo, ou bando, ou squad - que não passa de outro sinônimo, cuja tradução literal quer dizer esquadrão; mas da qual o mercado se apropriou para transformar em jargão corporativo tal qual design thinking, shopper marketing e tantos outros).

A verdadeira gamificação é essa, não basta distribuir medalhinhas bonitas (as famosas badges) ou fazer ranking de pontos; é preciso fazer o grupo se entender como organismo único que trabalha de maneira cooperada para um objetivo comum. Entregar um produto, por exemplo.

Quase como você competindo com o 'fantasminha' do Mario Kart do Nintendo 64 no final dos anos 90, tentando bater seus próprios recordes e analisando a melhor maneira de fazer isso ao repetir ciclicamente uma rotina de treinos e aprendizagem.

Cada um no seu quadrado, mas sempre tentando 'passar para a próxima fase'.

Entendo que falo a partir de uma rede de privilégios e suporte que simplesmente não está disponível para a esmagadora maioria das pessoas ao redor do mundo. "Se jogar" não é a mesma coisa que foi pra mim dependendo da sua cor de pele, sexualidade ou contexto social.

Mas o jeitinho brasileiro, normalmente pejorativo; e como tudo na vida, com seus prós e contras, é na verdade sobre criar com pouco, inovar para sobreviver. Uma raiz genuína e positiva. Isso está em todos nós meus conterrâneos.

E reinvenção estrutural é para onde deve caminhar a humanidade. Esteja atento!

Como diria um amigo meu: "amplie sua caixa de ferramentas".

Marshall McLuhan já dizia que ser humano é um animal de fronteiras³.

Quanto mais linhas imaginárias você cruza e percebe como as pessoas se comportam diferentes com as leis e regras que existem 'ali', passando assim a viver outras culturas, mais entenderá que existem 'trocentos jeitos' de levar a vida. 

Nenhum deles é mais certo ou errado que outro, afinal tais conceitos são dogmáticos; assim sendo entendemos que quanto mais diverso melhor, pois você amplia seu repertório e sua capacidade de fazer conexões inesperadas para responder problemas.

Lembre-se que culturas diferem de um núcleo familiar para outro, de uma empresa para outra, de uma comunidade para outra, de uma cidade para outra, de uma nação para outra; não necessariamente eu preciso me deslocar até o sudeste da Ásia para viver essa experiências enriquecedoras.

Eu vivi o maior número de experiências que eu pude encontrar pelo caminho...

Foi exatamente por isso que eu 'me dei tão bem' com trabalhos sob medida, mudando sempre e a cada nova hora compreendendo e ajudando a construir valor com produtos relevantes para usuários de áreas tão distintas quanto e-commerce, ensino a distância, medicina diagnóstica, logística, gestão de projetos, compras corporativas, recursos humanos, telemetria e prevenção de perdas.

Para fechar e ilustrar um pouco mais tudo que foi dito, deixo vocês com a fábula de Mojud⁴.

Uma narrativa da corrente mística e contemplativa do islamismo que exprime de maneira mais sintética e emotiva o que tentei expressar no parágrafos acima.

*"Era uma vez um homem chamado Mojud. Ele vivia numa cidade onde havia conseguido um emprego como pequeno funcionário público, e tudo levava a crer que terminaria seus dias como inspetor de pesos e medidas.

Um dia, quando estava caminhando pelos jardins de uma antiga construção próxima à sua casa, Khidr, o misterioso guia dos sufis, apareceu para ele, vestido em um verde luminoso. Então Khidr disse:

  • Homem de brilhantes perspectivas! Deixe seu trabalho e se encontre comigo na margem do rio dentro de três dias.

E assim dizendo, desapareceu.

Excitado, Mojud procurou seu chefe e lhe disse que ia partir. Todos na cidade logo souberam desse fato e comentaram:

  • Pobre Mojud. Deve ter ficado louco.

Mas como havia muitos candidatos a seu posto logo se esqueceram dele.

No dia marcado Mojud encontrou-se com Khidr, que disse:

  • Rasgue suas roupas e se jogue no rio. Talvez alguém o salve.

Mojud obedeceu, embora se perguntasse se não estaria louco.

Como ele sabia nadar, não se afogou, mas ficou boiando à deriva por um longo trecho antes que um pescador o recolhesse em seu bote, dizendo:

  • Homem insensato! A corrente aqui é forte. Que está tentando fazer?

  • Na realidade eu não sei - respondeu Mojud.

  • Você está louco - disse o pescador. - Mas o levarei à minha cabana de junco próximo ao rio e veremos o que se pode fazer por você.

Quando o pescador descobriu que Mojud era bem instruído, passou a aprender com ele a ler e a escrever. Em troca Mojud recebeu comida e ajudou o pescador em seu trabalho.

Alguns meses depois Khidr reapareceu, desta vez junto à cama de Mojud, e disse:

  • Levante-se e deixe o pescador. Será provido do necessário.

Vestido como pescador, Mojud imediatamente deixou a cabana e perambulou sem rumo até encontrar uma estrada. Ao romper da aurora viu um granjeiro montado num burro.

  • Procura trabalho? - perguntou o granjeiro. - Estou precisando de um homem que me ajude a trazer algumas compras.

Mojud o acompanhou. Trabalhou para o granjeiro durante quase dois anos, quando aprendeu muito sobre agricultura, mas pouco sobre outras coisas.

Uma tarde, quando estava ensacando lã, Khidr fez nova aparição e disse:

  • Deixe esse trabalho, dirija-se à cidade de Mosul e empregue as suas economias para tornar-se mercador de peles.

Mojud obedeceu.

Em Mosul tornou-se conhecido como mercador de peles, sem voltar a ver Khidr durante os três anos em que exerceu seu novo ofício. Tinha reunido uma considerável quantia e estava pensando em comprar uma casa quando Khidr lhe apareceu e disse:

  • Dê-me seu dinheiro, afaste-se desta cidade rumo à distante Samarkanda e lá passe a trabalhar para um merceeiro.

Foi o que Mojud fez.

Logo começou a demonstrar sinais incontestáveis de iluminação. Curava os enfermos e servia a seu próximo tanto no armazém como nas horas de lazer. Seu conhecimento dos mistérios da vida se tornou cada vez mais profundo.

Sacerdotes, filósofos e outros o visitavam e indagavam:

  • Com quem você estudou?

  • É difícil dizer - respondia Mojud.

Seus discípulos perguntavam:

  • Como iniciou sua carreira?

  • Como um pequeno funcionário público - respondia.

  • E você deixou seu emprego para dedicar-se à automortificação?

  • Não. Simplesmente o deixei.

Eles não podiam compreendê-lo.

Pessoas o procuravam para escrever a história de sua vida.

  • O que você foi, em sua vida? - perguntavam.

  • Eu me atirei num rio, me tornei pescador e, no meio de uma noite, abandonei uma cabana de junco. Depois disso me converti em ajudante de um granjeiro. Enquanto estava ensacando lã, mudei de idéia e fui para Mosul, onde me tornei vendedor de peles. Lá economizei algum dinheiro, mas o dei. Caminhei para Samarkanda, onde trabalhei para um merceeiro. E aqui estou agora.

  • Mas esse comportamento inexplicável não esclarece de modo algum seus estranhos dons e maravilhosos exemplos - diziam seus biógrafos.

  • Assim é - dizia Mojud.

Então os biógrafos teceram uma história maravilhosa e excitante em torno da figura de Mojud, porque todos os santos devem ter suas histórias, e a história deve estar de acordo com a curiosidade do ouvinte, não com as realidades da vida.

E a ninguém é permitido falar de Khidr diretamente. É por isso que esta história não é verídica. É a representação de uma vida. A vida real de um dos maiores santos sufis.

Referências bibliográficas:
¹ Projetando 2030: visão dividida do futuro encomendado p/ Dell Technologies ao IFTF (Institute For The Future);
² Your body language may shape who you are | Amy Cuddy (at TED talks);
³ A Galáxia de Gutenberg: A Formação do Homem Tipográfico. Marshall McLuhan, 1962;
⁴ Histórias da Tradição Sufi. Rio de Janeiro: Edições Dervish, 1993.
Pedrão Oliveira
Pedrão Oliveira

Head of CX | Cuida da experiência em operações, cria estratégia e dá pitaco nos produtos digitais em concepção. Estuda veganismo, bitcoin e antropologia biopsicossocial, também é leigo-entendido em ciências e astronomia.

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