Quando o futuro é incerto, a Transformação Digital é a única opção

"Porsche anuncia que, a partir de 2022, vai produzir eletro combustíveis"¹.

"Amazon pretende lançar sua própria moeda digital"².

"Tesla irá aceitar Bitcoins como forma de pagamento"³. 

Manchetes deste tipo estão presentes nos principais portais de notícias sobre negócios e inovação, indicando tendências e novas oportunidades de mercado. Mas, o que mais elas nos apontam?

Podemos dizer que a Porsche, a Amazon e a Tesla não apenas investem em tecnologia, como também a incorporam em seus modelos de atuação. Ou seja, o core destas instituições é tecnológico, e não apenas um setor em específico.

Empresas como essas compreendem que a transformação digital é uma mudança de mentalidade que irá modificar suas operações, ciclos de vendas, modelos de negócios e até mesmo a oferta de produtos.

Em instituições onde a transformação digital está sempre em curso, a cultura empresarial é orientada pela tecnologia, pelos objetivos, e não somente pelos resultados. Quando isso acontece, sabemos exatamente o que queremos resolver e percebemos que isso pode ser feito de inúmeras formas.

O Airbnb, por exemplo, não desejava se tornar a maior rede de hotéis do mundo, e sim aproximar as pessoas. Este propósito claro culminou no produto digital como o conhecemos: um ambiente onde encontramos diferentes tipos de hospedagens e experiências oferecidas por anfitriões. Hoje, não há nenhum outro produto como o Airbnb no mercado e, provavelmente, ele vai continuar evoluindo e oferecendo novas soluções, sabe por quê?

A transformação digital é um processo cíclico, um meio para alcançar objetivos, e não um fim.

É por isso que a transformação digital contribui tanto para o desempenho das empresas. Com o tempo, elas encontram novas oportunidades de mercado, possibilidades que, até então, passavam despercebidas - mesmo estando bem "debaixo do nariz." 

Transformar e inovar para quê?

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Inovar é compreender necessidades e propor mudanças, é ter novas perspectivas e antecipar tendências. É adaptar-se com rapidez às mudanças do mercado, sair na frente da concorrência e se reinventar sempre que necessário. Para tanto, precisamos pensar e atuar de forma ágil - e é isso que a transformação digital oferece.

Na transformação digital, a tecnologia sai da área de TI e envolve toda a empresa, é integrada a estrutura empresarial, são adotadas novas metodologias de trabalho e cria-se então uma nova cultura e um novo mindset.

Empresas orientadas pela tecnologia são abertas à experimentação, não tem medo de falhar e aprendem rapidamente com seus erros. 

Além disso, possuem modelos horizontais e distribuídos de gestão, onde todos da equipe se sentem motivados a contribuir com novas ideias.

Pouco a pouco, barreiras na comunicação e na troca de conhecimentos são superadas, e o que antes era uma caixinha rígida com vários compartimentos se torna um organismo vivo e vibrante.

Então, por onde e quando começar?

Comece hoje, não espere pelo amanhã. 

O processo de transformação digital não começou agora. A popularização da internet, o avanço dos dispositivos móveis e aplicativos, a automatização de processos, o armazenamento de informações, a análise de dados, a nuvem, o Big Data... Todos esses fatores estão estritamente ligados com a constante busca por inovação, tanto por parte das empresas quanto da própria sociedade.

Queremos mais agilidade, flexibilidade, segurança. Queremos poupar tempo, otimizar recursos e nos tornar cada vez mais sustentáveis. 

Há poucos anos, alguns produtos digitais como o Ifood, Uber, Spotify e muitos outros que existem hoje eram inimagináveis. Essas soluções revolucionaram o mercado, antecipando tendências e as necessidades dos consumidores que, assim como as tecnologias, também mudam e são um reflexo do "espírito do tempo" (Zeitgeist). 

Estamos na Era do Cliente, da Transparência, da Personalização, onde ele assume um papel ativo, é parte integrante do desenvolvimento de novas soluções tecnológicas. Agora, os consumidores têm acesso facilitado à informação, encontram diversas opções para o que procuram e não se contentam apenas com o básico. São eles quem ditam o passo, o tom, a música -  e o mercado se adapta ao ritmo. 

Toda essa nova dinâmica precisa diariamente ser entendida e incorporada pelas marcas e empresas. Não dá mais para esperar! A transformação digital acontece agora, a todo instante. Não é mais um diferencial, um destaque. É uma necessidade para quem quer sobreviver às mudanças no mercado e prosperar nos negócios.

Invista em transformação digital

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A estagnação não é mais opção. Para manter um negócio saudável e competitivo, ele precisa se adaptar continuamente às demandas do mercado e dos consumidores.

Por isso dizemos que a transformação digital é cíclica, ou seja, não é um objetivo final, um projeto que se encerra e vai para a gaveta. Transformação digital é incorporar a cultura tecnológica no dia a dia da empresa, é conceber o mundo com novas lentes, uma atitude que irá modificar o modus operandi, podendo culminar na criação de novos processos e/ou produtos. Em muitos casos, ela poderá, até mesmo, gerar novos insights para seu negócio, pois você encontrará oportunidades que, até então, eram imperceptíveis.

Precisamos entender que a Transformação Digital é INVESTIMENTO e não custo. Infelizmente, a grande maioria dos empreendedores brasileiros  ainda têm a visão de que desenvolver uma solução digital, seja para resolver uma questão interna ou para abraçar uma oportunidade de negócio, é somente um custo, e não um investimento. Algo que gera apenas gastos. Porém, a Transformação Digital pode começar em uma pequena parte da empresa e, pouco a pouco, avançar para as demais áreas. Além disso, produtos digitais são organismos vivos, que estão em constante adaptação e evolução. Ao encará-los dessa forma, perceberemos que, na verdade, estamos investindo no futuro da companhia para obter resultados de curto, médio e longo prazo.

Um estudo global da IFS revelou que 70% das empresas pretendem aumentar ou manter seus investimentos em Transformação Digital. Essa predisposição é uma resposta à atual crise econômica, intensificada pela pandemia. Tais empresas compreendem que a adoção de novas tecnologias pode mitigar os efeitos colaterais da crise, acelerando processos e poupando recursos. Além disso, uma pesquisa da Harvard Business School, mostrou que as instituições que investem em transformação digital têm uma margem melhor de ganhos brutos e líquidos.

Você deve investir em Transformação Digital se estiver buscando:

  • Melhorar o desempenho das atividades e processos;
  • Ter mais controle sobre processos;
  • Integrar setores; 
  • Diminuir erros;
  • Aumentar a eficiência;
  • Melhorar resultados;
  • Reduzir custos;
  • Otimizar a operação;
  • Ganhar mais agilidade na tomada de decisão;
  • Encontrar novos nichos no mercado;
  • Ampliar seu alcance comercial;
  • Melhorar o atendimento;
  • Conquistar e reter clientes;
  • Ter mais vantagem competitiva;
  • Aumentar os lucros;
  • E evoluir continuamente.

Com a transformação digital é possível melhorar, de forma exponencial, o desempenho das empresas. Quando otimizamos operações evitamos desperdícios, reduzimos custos e aumentamos a satisfação dos clientes e, consequentemente, aumentamos os ganhos. Além disso, temos mais controle sobre processos, identificando com facilidade onde estão os gargalos e as decisões que precisam ser tomadas.

Não podemos esquecer, é claro, da vantagem competitiva. Se acompanhamos e nos adaptamos às tendências de mercado, temos mais chances de inovar e sair na frente. Portanto, fique de olho nas mudanças de comportamento, em especial do consumidor 4.0.

É claro que aqui estamos trazendo apenas um pequeno panorama dos benefícios da Transformação Digital. Conforme o segmento, as vantagens ganham seu próprio tom. Veja as vantagens da transformação digital na saúde e na educação, por exemplo.

Agora, a pergunta que não quer calar é: com base no que nós vimos até aqui, você acha que a sua empresa está pronta para essa grande virada? 🤔

Ativadores: primeiros passos rumo à transformação digital

Não existe uma "receita de bolo" para a Transformação Digital, mas existem, sim, alguns passos básicos que merecem atenção. São eles:

  1. Definir objetivos claros;
  2. Capacitar as equipes;
  3. Ter uma liderança comprometida com a mudança;
  4. Focar no usuário;
  5. Digitizar, digitalizar e automatizar processos;
  6. Conhecer metodologias ágeis;
  7. Conhecer novas tecnologias.

Vamos examinar cada uma delas:

Ter objetivos claros

Aqui você deve se perguntar: 

  • Como está o mercado no segmento da sua empresa?
  • Como está a concorrência?
  • Como funcionam os processos da sua empresa hoje? Diferentes áreas e times estão trabalhando em conjunto?
  • Os processos estão centrados no cliente?
  • Como está a saudabilidade da empresa e motivação dos colaboradores?
  • Quais seus objetivos a curto e a longo prazo?

Esta reflexão é importante para se ter um propósito bem definido, algo que vai além do que a empresa faz e os benefícios que oferece. Propósito é a razão de existir, e traduz como a sua empresa irá contribuir para o mundo. Quando definidos, o propósito e os objetivos irão orientar todas as suas ações no processo de Transformação Digital.

Capacitação das equipes

Que tecnologias, processos e metodologias sua equipe domina? Ela precisa de capacitação? Você terá que contratar novas pessoas?

Às vezes temos ideias incríveis de novos produtos digitais, mas, na hora de tirá-las do papel, percebemos que precisamos dar um passo atrás, pois não temos uma equipe capacitada para isso no momento, por exemplo.

Pode acontecer, também, de termos um time de profissionais  dentro de casa que domina muito bem a parte técnica, mas não se garante em soft skills como criatividade, comunicação, trabalho em equipe e gestão de tempo. Habilidades que, assim como o design e as linguagens de programação, são fundamentais para a Transformação Digital.

Não podemos esquecer que quando falamos em equipe, estamos também falando em negócios, marketing, vendas, financeiro, etc. Uma boa ideia ou um ótimo produto não terão sucesso no mercado sem o trabalho conjunto de todas estas áreas.

Para Peterson F. Santos, Founder & CEO da ateliware, "uma boa pessoa na equipe é aquela que está aberta para aprender coisas novas. Ela não precisa saber tudo, mas consegue realizar suas tarefas com agilidade e mostrar resultado."

Além da capacitação, a equipe também precisa de autonomia, apoio de seus gestores e... adivinhe? Objetivos claros!

Liderança comprometida

C-levels e demais lideranças têm um papel essencial na Transformação Digital: são essas pessoas que encabeçam o processo e estão junto do time nas tomadas de decisões necessárias. Para que se tenha uma equipe comprometida com a TD, o mindset destas pessoas tem que estar preparado para assumir riscos e dar a autonomia.

A liderança não pode ser a "trava" do avanço. Uma equipe engajada na Transformação Digital depende do apoio e comprometimento de seus líderes. Não adianta ter um discurso de mudança para seus colaboradores e não estar realmente disposto a implementá-las.

A velocidade em que tudo acontece atualmente clama por lideranças aptas a responder na mesma altura. A visão a curto e longo prazo é essencial e deve ser global, alcançando cada parte da empresa. Assim, lideranças e times trabalharão juntos para alcançar os objetivos.  

Foco no cliente / usuário

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Da mesma forma que a tecnologia está no centro da Transformação Digital, os clientes internos e externos devem estar no centro do seu negócio.

Digamos que você possua um processo interno de vendas que é 100% analógico, e decidiu digitalizá-lo para que seja mais otimizado (veja o item 5). Para isso, será desenvolvido um produto digital, que precisa atender as necessidades reais dos usuários, neste caso, sua equipe interna da área de vendas.

Embora os  vendedores sejam os usuários da solução, sua empresa não perdeu de vista o cliente final, que são os clientes externos. Com processos mais ágeis, seu time poderá se concentrar em garantir um melhor atendimento, ao invés de dedicar seu tempo em atividades burocráticas, por exemplo.

Por isso é importante ter objetivos claros, e não resolver problemas imaginários - ou problemas existentes, mas que não valem o investimento neste momento pois existem outras prioridades.

E se a dúvida é como priorizar, o processo de descoberta pode vir a calhar, pois este irá entender a "dor", validar se ela realmente existe e qual é seu  tamanho, por exemplo se esta engloba 1 setor, ou 3 setores da empresa, ou se é uma dor da equipe interna ou do cliente final

Este processo de descoberta, também conhecido como discovery, contribui para a validação do investimento, estudando o mercado e identificando oportunidades. O usuário tem grande importância nesta etapa e entrevistas e testes são muito comuns.

Com isso, seu negócio ganha agilidade, poupa tempo e não perde dinheiro, pois só seguirá para o efetivo desenvolvimento da solução se realmente fizer sentido para o negócio, para o usuário e para o mercado.

Um discovery de sucesso é aquele que já se atenta a questões como usabilidade e interação do usuário, o que certamente irá evitar retrabalhos e diminuir consideravelmente não apenas os custos de desenvolvimento e manutenção futura, como também os riscos de uma solução não dar certo. 

Vale ressaltar que o cliente não deve estar em foco apenas na hora de traçar objetivos. A cada nova ação, serviço ou ferramenta proposta é fundamental entender e testar a aplicabilidade e a melhoria contínua pensando com a cabeça dele - e não com o seu ponto de vista, já que na maioria das vezes você não é o usuário do seu produto. Entenda como o UX Design pode lhe ajudar nessa tarefa.

Digitizar, digitalizar e automatizar processos

Como já comentamos, primeiro precisamos compreender que o uso de novas tecnologias não é o objetivo final, mas um meio para alcançar a inovação. Depois, temos que modificar nosso mindset, a cultura empresarial e as operações. Esse processo em algum momento irá envolver:

  1. A digitização da empresa, tornando o modelo de negócios digital;
  2. A digitalização de documentos, informações e processos;
  3. A automatização do que for necessário.

Ou seja:

Ao digitizar uma empresa, estamos tornando o negócio digital, o que exige mudanças no modelo de atuação. Para isso, a empresa deve abraçar novos processos, sistemas, ferramentas e meios de colaboração.

Agora, quando falamos em digitalização, nos referimos à passagem de dados físicos para o formato digital, ou ainda, realizar atividades, do início ao fim, sem a utilização de papel. Nesse caso, todas as informações são geradas, transmitidas e acessadas online. Geralmente, o processo de digitalização acarreta em utilizar uma solução de prateleira já existente no mercado ou na construção de um produto digital proprietário, customizado e personalizado para sua demanda, empresa e usuário.

Um produto customizado pode ser desenvolvido "dentro de casa", o que vai demandar uma equipe interna capacitada, ou podemos optar por um fornecedor de tecnologia. Se você escolher a segunda opção, fique de olho nos diferentes tipos de serviços prestados hoje. Muitas fábricas de software, por exemplo, ficam com uma parcela da propriedade intelectual da solução desenvolvida, o que pode fazer seus planos irem por água abaixo.

Saiba mais sobre os tipos de fornecedores de tecnologia. 

Após digitizar a empresa e digitalizar operações, podemos seguir para a uma nova etapa: a automação, que é tornar processos automáticos, onde mecanismos realizam tarefas com ou sem a interação do homem.

A automação torna processos mais eficientes e velozes, utilizando tecnologias como Big Data, Data Analytics, Inteligência artificial, Machine Learning, entre outras. Com essas ferramentas, atividades corriqueiras e repetitivas podem ser realizadas automaticamente, reduzindo custos e erros.

Essas três partes atuando em conjunto com a Transformação Digital impulsionam o crescimento das empresas. Saiba mais aqui

Metodologias ágeis

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Por falar em processos ágeis e eficientes, os times envolvidos na Transformação Digital utilizam muitas metodologias, que ajudam na construção dos melhores caminhos para se chegar a um determinado fim.

Nós vamos abordar aqui as metodologias ágeis porque na ateliware este é o método base que utilizamos para o desenvolvimento de softwares.

O primeiro passo é deixar claro que metodologias ágeis nada tem a ver com entregar mais rápido, mas sim sobre dar agilidade no processo. O foco destes métodos é a adaptação, quebrando o todo em partes menores e criando entregas parciais que, por sua vez, permitirão resultados e feedbacks mais rápidos, resultando em uma versão final mais completa e assertiva.

Nós temos um artigo bem interessante que explica como as principais metodologias ágeis de desenvolvimento funcionam. Por enquanto, vamos seguir com os pontos-chaves:

  • Scrum: divide o processo de desenvolvimento de softwares (ou qualquer outro produto) em Sprints, isto é, pequenas entregas que juntas irão atingir um objetivo final, ou Increment. 

  • Kanban:  técnica de gerenciamento que permite tanto uma visão do todo, quanto dos detalhes. Geralmente, separa as atividades entre: "para fazer", "feito" e "fazendo". Apesar de simples, exige constante atualização e acompanhamento. 

  • Lean: indicado para validação de ideias, tendo como foco a redução de custos. É dividida em 3 partes (construir, medir e aprender) e incentiva a criação de um PMV (Produto Mínimo Viável).

  • Smart: criada para definir metas objetivas e realistas. Uma meta Smart é específica, mensurável, alcançável, relevante e temporal.

Importante: Ser ágil não é seguir este ou aquele método, e sim perceber onde você está, dar um passo à frente em direção ao seu objetivo, ajustá-lo de acordo com seus aprendizados e repetir. O ideal é compreender como cada método funciona e, então, adaptar de acordo com as necessidades da sua empresa e/ou do seu produto. A forma como você vai fazer isso também vai depender da equipe e da estrutura disponíveis, das metas de negócio e, até mesmo, do nível de maturidade digital da sua empresa.

Novas tecnologias

Este mesmo conselho é válido para as tecnologias emergentes, isto é, aquelas que ainda estão em desenvolvimento e pouco a pouco conquistam o mercado. Por mais atraentes que sejam, devemos primeiro entender como elas são, para que servem e quais recursos precisamos para, então, definir se faz sentido empregá-las ao seu negócio ou produto digital.

Entre as novas tecnologias do momento, temos:

  • Big Data: se refere ao grande volume de dados, estruturados ou não, que podem ser utilizados por instituições para a geração de produtos, estratégias e pesquisas.

  • Computação em nuvem: permite armazenar e acessar dados "na nuvem", isto é, sem a necessidade de servidores locais. Essa opção economiza recursos e facilita o acesso a dados, que podem ser conferidos a qualquer hora e em qualquer lugar sem comprometer a segurança. 

  • Inteligência Artificial (IA): mimetiza a capacidade humana de resolver problemas práticos, simular situações e encontrar respostas. Utiliza o aprendizado de máquina e outros sistemas de algoritmos para tomar decisões de forma independente a partir de dados digitais.

  • Machine learning: ou aprendizado de máquina é um sistema que pode modificar seu  próprio comportamento de maneira autônoma com base nos dados que ele mesmo coleta, analisa e correlaciona. O machine learning é um dos recursos utilizados pelos algoritmos da Inteligência Artificial para processar informações e deliberar. Casos de uso simples desta tecnologia são o Spotify e o Netflix, que recomendam músicas e filmes aos usuários com base em suas visualizações anteriores.

  • Realidade virtual: é uma tecnologia de interface entre o usuário e um ambiente virtual criado a partir de um sistema operacional. Utiliza gráficos 3D ou imagens em 360º para despertar os sentidos e criar a sensação de presença em um espaço simulado, podendo haver algum tipo de interação nesse "local" ou não. Bastante utilizada pelas indústrias de jogos e entretenimento, bem como o mercado imobiliário.

  • Realidade aumentada: tecnologia de interface que permite a interação entre um ambiente virtual e o mundo físico, como QR codes ao lado de obras artísticas em museus. Também conhecida como realidade expandida ou ampliada, é utilizada em diversas áreas, como educação, turismo, marketing e publicidade.

  • Impressão 3D: técnica de impressão realizada por equipamentos especiais (impressoras 3D) que imprimem, camada por camada, um objeto tridimensional. Atualmente é bastante utilizada na confecção de modelos de estudo para arquitetura, urbanismo e design industrial, mas também pode fabricar produtos finais e, até mesmo, imprimir materiais orgânicos.

Se a internet já transformou a forma como nos relacionamos, trabalhamos e consumimos, imagine o que estas outras tecnologias irão fazer! 

Pouco a pouco, estas novas tecnologias estão se tornando cada vez mais populares, servindo como base para o desenvolvimento de muitas outras, como no caso de robôs cuidadores e fraldas inteligentes - inovações que representam não apenas disrupções no status quo, como também novas oportunidades de mercado.

Nos anos 90 as empresas tiveram que se adaptar à internet, num futuro próximo não será diferente com estas tecnologias. Quem não ajustar seus produtos e processos a esse novo contexto provavelmente terá duas opções: continuar suas atividades de forma defasada ou deixar de existir.

Como se preparar para o futuro

Saímos de um mundo VUCA, isto é, volátil, incerto, complexo e ambíguo, um mundo que se transforma o tempo todo e em pouco tempo, para o mundo BANI, que é frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. 

O novo acrônimo, criado pelo antropólogo e futurista Jamais Cascio, carrega a chave para que as empresas continuem inovando e prosperando sob a nova ótica que surgiu em 2020. 

Para o autor, atualmente não vivemos apenas circunstâncias instáveis, incertas, mas circunstâncias caóticas, cujos resultados nem sempre são previsíveis e compreensíveis. 

A pandemia de Covid-19 deixou isso muito claro: em poucos meses, pessoas físicas e jurídicas foram impactadas em diferentes esferas e níveis. Suas relações, hábitos e comportamentos foram completamente modificados. Estruturas até então sólidas mostraram-se rígidas e frágeis, incentivando o surgimento de novos modelos de atuação.

Mas, antes mesmo da pandemia, do mundo BANI e do mundo VUCA, o mercado já se transformava. Aliás, ele nunca foi e nunca será o mesmo por longos períodos. Nos últimos 200 anos, tivemos 4 revoluções industriais e fomos da Era da Produção para a Era do Cliente, onde produtos e serviços estão cada vez mais acessíveis, customizados e competitivos.

Até mesmo o "Novo Normal" não é tão novo assim. Esse termo foi criado em 2009, diante da adaptação dos EUA ao pós-crise de 2008, para expressar uma quebra de paradigmas, uma mudança radical na sociedade, onde questionamos nosso modo de fazer as coisas, nossas preferências e valores.

Por isso é importante sermos flexíveis, adaptáveis - e a tecnologia nos dá esta elasticidade, pois nos auxilia a atender as necessidades de nossos clientes e do mercado com a agilidade e velocidade que precisamos.

Vale a pena toda esta transformação? 

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Tudo o que dissemos até aqui pode ter te convencido de que, sim, a Transformação Digital é o melhor caminho para reinventar sua empresa e acompanhar o mercado. Mas, como qualquer outro projeto de inovação, em algum momento ele será analisado pelo financeiro, que por sua vez irá questionar: "esse custo alto vale à pena?", " o quanto isso irá nos custar?"

É preciso entender também que, quando se trata de transformação digital, estamos lidando com "projetos mutáveis", estes estão em constante construção, adaptação e melhoria. Também estamos lidando com produtos que envolvem testes, experimentação e aprendizado. Nem sempre é possível prever resultados e orçamentos fixos para esse tipo de ação. Isso não significa trabalhar sem metodologia, sem perspectivas ou sem segurança, mas entender que, como já dissemos, a transformação digital é cíclica e contínua, e as soluções geradas por elas são vivas.

Por esse motivo, as empresas precisam estar preparadas para continuar investindo no produto mesmo após sua "conclusão", já que a Transformação Digital é contínua e o caminho certo para continuar prosperando no mercado.

Atualmente, encontramos muitas empresas que prestam consultoria, implementam este processo ou desenvolvem tecnologias para apoiá-lo. Entre elas, temos as software houses, ou "casas de software", que podem tanto oferecer soluções prontas, "de prateleiras", como no caso das fábricas de software; quanto soluções customizadas, desenvolvidas conforme as necessidades de cada negócio por ateliês.

ateliware: software customizado – sob medida 

A ateliware é um ateliê de softwares handmade, uma empresa que atua com o objetivo de transformar negócios através da cocriação de produtos e soluções digitais sob demanda – customizados.

 "Ateliware" é a junção das palavras "ateliê" e "software". Isso quer dizer que como em um ateliê, usamos nossas habilidades para desenvolver produtos dominando processos completos, tal qual um artesão. Logo também quer dizer que não trabalhamos com "produtos de prateleira", não vendemos soluções pré-prontas.

Contamos com equipes de design e desenvolvimento especialistas em produtos digitais – aplicação móvel (web, híbrida ou nativa), web ou desktop – que atendem desde a fase inicial que é o discovery, onde ideias e investimentos são analisados e validados; a fase de product concept, onde toda a parte de UX e UI são desenhadas,;até a etapa de build, onde o back-front e front-end são construídos. A empresa já teve como parceiros marcas como Amazon, Banco Santander e Unimed, atualmente atende empresas como Grupo Votorantim, Grupo Alliar e Getnet.

Aqui dentro da ateliware, em uma iniciativa interna que chamamos de ateliLAB, nasceram duas startups de sucesso: a minestore, plataforma full SaaS de e-commerce que simplifica a criação e o gerenciamento de lojas virtuais, foi criada em em 2014; e em 2015, foi fundada a Pipefy, plataforma de gerenciamento e otimização de processos de trabalho que aumenta a agilidade e a eficiência, gerando melhores resultados. Ambas as soluções já realizaram o spin off. Hoje, a minestore é a solução de  e-commerce da GetNet, enquanto a Pipefy já é utilizada em mais de 215 países por marcas líderes como Accenture, Visa, GE, Volvo, AB InBev e Telefônica. 

Cases ateliware de transformação digital

Os cases abaixo exemplificam bem nosso modelo de atuação, e mostram como a transformação digital vai além do desenvolvimento de um software. 

Bcredi

Em 2017, a Barigui Cia Hipotecária estava se preparando para lançar a Bcredi, uma fintech do mercado imobiliário.  Num primeiro momento, a própria startup estava desenvolvendo seu sistema base, mas, com o passar do tempo, sentiu necessidade de recorrer a um fornecedor externo - e foi aí que entramos na jogada!

Após um mês de análise e entendimento do produto, avaliamos tudo o que havia sido construído e concluímos que seria muito mais simples, rápido e efetivo começar uma nova aplicação do zero.

A Bcredi, até então, utilizava um sistema antigo, de serviço web, que gerenciava e armazenava os dados da operação. Esse sistema não apresentava resultados em dashboards e gráficos, além de complicar a extração de dados para a análise.

Desenvolvemos, então, um produto customizado, utilizando linguagem Elixir (uma opção rápida e eficiente), framework Phoenix e armazenamento de Big Data em Google BigQuery, que permite análise interativa de conjuntos de dados em massa e automatização. Também utilizamos o Kubernetes como sistema de containers open-source para  implantação, dimensionamento e gestão da aplicação.

O MVP deste produto foi cocriado em 6 meses, envolvendo nossa equipe de design e desenvolvimento, e profissionais da Bcredi. Dessa forma, a fintech pode dar sequência ao produto de forma independente após a entrega da solução.

Confira mais detalhes sobre a construção do sistema operacional da Bcredi

minestore

A minestore foi o primeiro produto concebido pela ateliware. Trata-se de uma plataforma SaaS de e-commerce que é, ao mesmo tempo, prática e robusta, possui um backoffice muito bem estruturado para aguentar grande volume de dados, e é escalável.

Além de atender milhares de lojistas que já operam online, a plataforma facilita a adaptação dos comerciantes que ainda estão migrando para o comércio eletrônico.

Criada em 2014, nasceu como o objetivo democratizar o e-commerce. Tudo foi pensado para que o lojista pudesse vender mais e de forma simples, sem complicações. A minestore destaca das demais ofertas de e-commerce do mercado, pois entrega uma solução robusta do ponto de vista técnico, intuitiva e muito fácil de usar.

No desenvolvimento da minestore, utilizamos como linguagens e ferramentas o Ruby on Rails, Kubernetes, Docker e Elasticsearch.

Hoje, a minestore é a plataforma de ecommerce oferecida pela GetNet, uma empresa do Grupo Santander, especialista em pagamentos eletrônicos. Saiba mais. 

Pipefy

Atualmente, encontramos muitos sistemas de gestão de processos no mercado, mas  isso não quer dizer que as soluções encontradas sejam fáceis de utilizar. Esse foi o principal desafio do Pipefy: criar uma plataforma de fácil entendimento e que realmente simplifique a gestão das empresas.

O desenvolvimento do Pipefy é um case curioso! Em 2015, o Alessio Alionço estava prestando uma consultoria de vendas para a minestore. Naquela época, ele utilizava uma plataforma de automação para otimizar tarefas do dia a dia, como o disparo de e-mails e captação de leads. Entretanto, a ferramenta não era satisfatória.

No mesmo período, fizemos um curso da Academia Brasileira de Kanban e percebemos que poderíamos tornar a gestão de processos ainda mais eficiente e visual. Nisso, surgiu a ideia do Pipefy!

O resultado dessa cocriação foi uma plataforma que permite o gerenciamento enxuto de maneira facilitada, aprimorando a agilidade, a eficiência e a otimização de fluxos de trabalho. Com a tecnologia desenvolvida, qualquer um pode assumir o controle de seu trabalho diário com uma solução capaz de descomplicar e automatizar qualquer processo do negócio.

Um dos grandes diferenciais deste produto é que, em apenas 3 meses, chegamos a um MVP extremamente funcional e bem resolvido. Para obtê-lo, seguimos uma metodologia própria: realizamos pequenas entregas em ciclos curtos, com o objetivo de liberar o quanto antes uma versão eficaz.

Nesse curto período de tempo, o Pipefy já havia conquistado 3 clientes, o que possibilitou sua aceleração no Vale do Silício pela 500startups. O produto foi, então, transformado em um negócio. 

A partir daí a plataforma cresceu rapidamente como uma das melhores soluções do mercado para gerenciar processos de negócios e automação. Hoje, o Pipefy é usado em mais de 150 países por empresas líderes como Accenture, Visa, GE, Volvo, AB InBev e Telefônica.

Veja mais detalhes sobre esse case.  

Ao longo de 9 anos de atuação, ajudamos nossos clientes a construir soluções de tecnologia com uma abordagem orientada ao design. O sucesso de nossas  entregas é resultado da constante evolução de nossos processos. Mergulhamos de cabeça em cada novo desafio para desenvolver softwares personalizados, junto com o cliente, soluções que geram valor e fazem diferença a curto e a longo prazo. Essa forma de trabalhar é o que nos torna mais do que um simples fornecedor de tecnologia. 

A transformação digital é agora!

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Inovação não é mais um diferencial competitivo, mas uma questão de sobrevivência. 

É reinventar a si mesmo, e não necessariamente criar um novo produto, uma nova marca. Inovar é repensar o modelo de negócios, as operações, o relacionamento com os clientes e o que sua empresa está entregando como valor - e é aqui que a transformação digital se torna sua grande aliada.

Cada vez mais empresas lançam e amadurecem suas estratégias de inovação. Mas, antes de investir em produtos disruptivos e adotar as metodologias mais recentes, reflita sobre o quanto sua empresa está preparada para essa mudança.

Recomendamos avançar pouco a pouco, dividindo o plano estratégico em pequenas partes para, gradualmente, avançar rumo ao objetivo final.

Se a sua empresa ainda não sabe exatamente por onde começar, reflita:

**- O que você quer transformar?

  • Como você está vendo o seu futuro?
  • Quais são os pontos mais críticos?
  • E seus pontos fortes? 
  • Se você não agir agora, o que vai acontecer amanhã?**

Lembre-se:

  • Prepare sua empresa e sua equipe para receber o novo. Todas as partes precisam estar envolvidas;
  • Não tenha medo de errar. Aprenda com suas falhas, elas podem trazer insights valiosos;
  • Não siga modismos. Invista numa estratégia que faça sentido para a sua realidade. Personalize a sua solução.

Está na hora de desenvolver e aplicar novas ideias para aumentar a produtividade e a qualidade de seus processos, produtos e serviços. A estagnação não é mais opção. Para manter um negócio saudável e competitivo, ele precisa se adaptar continuamente às demandas do mercado e dos consumidores.

Portanto, não espere começar a perder mercado para tomar uma atitude. Transforme seu negócio para sempre estar à frente. Inovar é, sim, assumir possíveis riscos. Mas, sabe o que é ainda mais arriscado? Permanecer no mesmo lugar.

Permita a reinvenção. A transformação digital é agora.

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Referências:
Teach Radar - Amazon set to launch its own bitcoin rival
Autocar - Porsche to being producing synthetic fuels in 2022
Wired - Would you trade a Bitcoin for a Tesla?
Forbes - Digitization, Digitalization, And Digital Transformation: Confuse Them At Your Peril
Gartner Glossary - Digitization
Gartnet Glossary - Digitalization